Opus Magna combate desvio de produtos químicos para fabricação de drogas

A Polícia Federal deflagrou a Operação Opus Magna de combate ao desvio de produtos químicos voltados para o tráfico de drogas. Mais de 120 policiais federais cumpriram 16 mandados de prisão e 23 mandados de busca e apreensão nas cidades de Santos, São Vicente, Praia Grande, Jarinu, Capivari, São Paulo, Diadema e São Bernardo do Campo.

A quadrilha investigada atuava desviando produtos químicos controlados que eram utilizados para fabricação ou aumento do volume de drogas.

Imagem: Internet.
Imagem: Internet.


A PF estima que foram produzidas mais de 100 toneladas de cocaína com o total de adulterantes desviados nos últimos três anos de atuação do grupo. Essa quantidade de droga produzida teria movimentado cerca de R$ 1 bilhão.

A investigação teve início quando foram detectados indícios de desvio de produtos químicos controlados para utilização ilícita por quadrilha de narcotraficantes. As apurações apontaram o desvio de vultosa quantidade de cafeína, acetona, éter, ácido clorídrico, ácido sulfúrico, benzocaína, lidocaína, ácido bórico e manitol pelas empresas criadas pela quadrilha para este fim.

A atuação dos criminosos consistia em abrir diferentes empresas em nome de “laranjas” para utilizá-las, mediante obtenção de licença, na comercialização de produtos químicos controlados.  Em posse da referida licença, os integrantes da quadrilha adquiriam grandes quantidades desses produtos, em especial, cafeína, sem a devida prestação de contas para a Polícia Federal.

O nome da Operação tem a ver com o trabalho relacionado a busca da pedra filosofal pelos alquimistas chamado de “Opus Magna”.

De acordo com o Conselho Regional de Química IV, A Polícia Federal encaminhou os nomes de 11 empresas que estão sendo investigadas no âmbito da Operação Opus Magna. O CRQ-IV verificou que quatro daquelas empresas têm registro na entidade. As demais encerraram suas atividades ou atuam como drogarias.

No caso das empresas registradas, três Responsáveis Técnicos (RTs) já compareceram ao Conselho e demonstraram que as empresas estavam operando de acordo com a legislação sobre o assunto. O quarto RT não respondeu ao convite da entidade e foi intimado a prestar depoimento.
Com informações da Polícia Federal e CRQ-IV.

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