Eleições: selfies na urna e sujeira na rua

Teve muito eleitor que extrapolou na moda dos selfies e tirou fotos na hora de votar, o que é proibido. E agora esses eleitores vão ter que se entender com a justiça eleitoral. E quem poderia imaginar tanta sujeira? selfie 3

Em Araguaína, no norte do Tocantins, um auxiliar de serviços gerais tirava fotos tranquilamente até que os mesários perceberam o que estava acontecendo. As mesárias chamaram a polícia e explicaram que os documentos dele ficariam retidos.

“Você só vai receber se apagar as fotos”, diz uma mesária apontando para os documentos.
“Por quê?”, pergunta o eleitor.
“Porque lá não pode. Você pode até ser preso”, explica a mesária.

Gecilvan Carvalho foi preso e o celular entregue à Policia Federal.

Em Goiânia, uma jovem também tirou fotos durante o voto. Acabou presa e liberada algumas horas depois.

Só que muita gente não foi flagrada e os selfies acabaram nas redes sociais.

A lei diz que o eleitor que chega com celular, ou máquina fotográfica ou rádio na seção eleitoral tem que deixar o aparelho com os mesários. É que, dentro das cabines de votação, é proibido fotografar e filmar. É uma forma de impedir a boca de urna virtual e também de garantir ao eleitor o sigilo do voto.

Com tanto santinho jogado nas calçadas, em vez de votar e voltar para casa, o eleitor foi parar no hospital. No interior de São Paulo, uma idosa caiu e machucou a cabeça.

Em Belo Horizonte, foi ainda mais grave: traumatismo craniano e casos de fraturas nos braços e nas pernas.

“Eu fui votar e na hora que desci tinha uns dez panfletos e eu não vi, escorreguei, virei meu pé pra trás. Só não bati a cabeça no meio-fio porque eu estava com a mochila nas costas e eu caí em cima da mochila”, conta a dona de casa Denise Maria Lima.

“Estava bastante suja o local lá, entendeu? Aí eu pisei, onde eu escorreguei e agora eu estou aqui no hospital, esperando vaga pra fazer cirurgia no pulso”, diz a dona de casa Nilza Araújo Santos.

No centro histórico de São Luís, foi difícil caminhar em meio a tanto papel. Em Goiânia, 800 garis foram convocados para varrer as ruas neste domingo. Mas o seu Roberdan ficou tão incomodado com a sujeira que não esperou.

“Eu estou aqui limpando e não consigo. É muita propaganda, muito desrespeito. Eu acho que não precisava disso”, reclama o comerciante Roberdan Silveira.

Reportagem do Bom Dia Brasil.

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