O piso que transforma passos em energia elétrica

Um grupo de estudantes do último ano do curso de Engenharia de Controle e Automação do Instituto Mauá de Tecnologia inventou um piso sustentável que transforma a força das pisadas das pessoas sobre ele em energia elétrica limpa.

O projeto foi criado como TCC de Guilherme Couto Gonçalves, de 23 anos, Maria Eugênia Lagua, 23, Bruna Stuber Menascé, 22, e Gabriel M. Bob, 22. Eles começaram a conceber o piso no começo do ano e apresentam o protótipo no campus do Instituto Mauá em São Caetano do Sul (SP), na 23ª edição do Eureka. O evento reúne trabalhos de conclusão de curso altamente inovadores das áreas de engenharia, administração e design.

E o invento já caminha a passos largos para ser muito mais que um TCC. Os estudantes montaram uma startup, a Greenway, para transformá-lo em negócio e passaram a ser apoiados pela aceleradora Bizup.

Quem explica o funcionamento do piso é Guilherme Couto Gonçalves: “O sistema transforma o movimento vibratório dos passos em pulsos elétricos pela combinação de mecanismos mecânicos e eletrônicos”, diz. “Optamos por fazer a peça de madeira, pois o material ajuda a amortecer a força da pisada e otimiza o aproveitamento de sua energia.”

O protótipo é constituído de um hexágono cujos lados medem 20 cm cada um. Sua altura é de 10 cm, e ele fica em uma caixa de madeira que abriga dentro os aparatos para a transformação da energia mecânica em elétrica, armazenada em uma bateria.

“A princípio, pensamos no produto para ser alocado nos acessos para catracas do metrô ou nas entradas de estádios, lugares em que passa muita gente”, afirma Gonçalves. “Mas ele também pode ser aplicado em ambientes inteiros.”

Uma pisada sobre o hexágono produz uma energia de 4 watts. Em sua demonstração no Instituto Mauá, o público poderá constatar que uma pegada vai acender 72 pequenas lâmpadas de LED que contornarão os lados da peça.

Depois da apresentação do TCC, o desafio é encontrar investidores-anjo para viabilizar a produção comercial do piso. A Anjos do Brasil já manifestou interesse, segundo Gonçalves.

Falando em valores, ele calcula que o protótipo, se fosse colocado à venda, custaria R$ 2.000, preço que cairia na medida em que a fabricação ganhasse escala.

Publicado em As Coisas Mais Criativas do Mundo.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Time limit is exhausted. Please reload the CAPTCHA.

Social Widgets powered by AB-WebLog.com.