Cidades registram dezenas de mortes criminosas de macacos

Do sul ao norte do país só se fala em febre amarela. O surto que chegou à área urbana e culminou na morte de 53 pessoas (número confirmado pelo Ministério da Saúde) entre julho de 2017 a 23 de janeiro de 2018. Mas as primeiras vítimas da doença são os macacos, que não só são vítimas dos mosquitos transmissores, como também tem sido atacados pelos seres humanos.

Não é de hoje que o desconhecimento em torno do vírus da febre amarela ocasiona no ataque aos macacos. Mas, infelizmente, o número de casos de animais mortos vítimas de pedradas, pauladas e envenenamentos tem aumentado -, ao passo que novas áreas urbanas registram casos da doença.

O fato é em primeiro lugar uma contradição, afinal os macacos são os primeiros a serem atacados pelos vetores. Além disso, quando há mortes de tais animais em determinada região, ajudam a identificar o local onde há incidência do vírus. Em segundo lugar e mais importante: eles não transmitem a doença para os seres humanos.

O estado do Rio de Janeiro já contabiliza 131 macacos mortos desde o início do ano. No entanto, a maioria das mortes não deve ter relação com o vírus da febre amarela. Do total, 69% registram sinais de ataques humanos, seja por meio de espancamento ou de envenenamento. É o que aponta a Subsecretaria de Vigilância, Fiscalização Sanitária e Controle de Zoonoses (Subvisa) da prefeitura do Rio de Janeiro.

O balanço divulgado na última quinta-feira (25) aponta ainda que 32 dos 131 macacos mortos foram encontrados na cidade do Rio. Os dados justificam a preocupação de órgãos ambientais com um desconhecimento de parte da população em relação à forma de transmissão da febre amarela. O Parque Nacional da Tijuca vem realizando campanhas nas redes sociais para desmitificar a ideia de que, sacrificando os animais, pode-se evitar a doença em humanos.

Ante da situação, a Linha Verde, programa do Disque-Denúncia específico para delatar crimes ambientais no Rio de Janeiro, lançou uma campanha contra as agressões aos macacos. As denúncias podem ser feitas por meio dos telefones 2253-1177 (para chamadas na capital) e 0300-253-1177 (interior do estado, custo de ligação local) ou por aplicativo para celulares. De acordo com a legislação ambiental, matar animal silvestre é crime e o autor pode ser condenado a uma pena de seis meses a um ano de detenção, além de multa.

Leia textos originais aqui e aqui.

Publicado em CicloVivo.

 

 

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