Água de chuva é ‘dinheiro que cai do céu’

Sim, dinheiro cai do céu. Mas em forma de água, com vantagens econômicas e ambientais garantidas a curto prazo para quem faz sua captação. Aproveitar a água de chuva está mais que na moda e, o melhor, todo mundo pode usufruir desse bem natural, seja em sua residência, condomínio, escola ou empresa.

O aproveitamento se dá a partir da água coletada durante eventos de precipitação pluviométrica em telhados inclinados ou planos, onde não haja passagem de veículos, pessoas ou animais, para evitar contaminação.

A água de chuva pode ser utilizada para descargas em bacias sanitárias;  irrigação de jardins, pomares e outros cultivos; lavagem de veículos; limpeza de calçadas, ruas e pátios; usos industriais; espelhos e fontes d’água; recarga de aquíferos; ar condicionado central e sistemas de resfriamento; além de reserva de incêndio.

É importante ressaltar que a água de chuva deve ser usada para fins não potáveis, não substituindo a água tratada – distribuida pelas concessionárias públicas – e desinfectada com derivado cloarado, fluor e que pode ser utilizada em banhos, comida ou  ingerida. Não inclui-se a lavagem de roupa e piscinas devido ao problema do parasita cryptosporidium parvum, que para removê-lo da água de chuva é preciso de filtros lentos de areia.

Os principais motivos que levam à decisão de se utilizar a “água que cai do céu” são basicamente os seguintes: conscientização e sensibilidade da necessidade da conservação da água; região com disponibilidade hídrica menor que 1.200 m3/habitante ao ano; elevadas tarifas  de água das concessionárias públicas; retorno rápido dos investimentos financeiros; instabilidade do fornecimento de água pública; exigência de lei específica; locais onde a estiagem é maior que 5 meses; e regiões onde o índice de aridez seja menor ou igual a 0,50.

Funcionamento do sistema

O armazenamento pode ocorrer em cisternas ou em tanques subterrâneos. A arquiteta, Maria Regina Felipe, explica que a água que cai sobre a cobertura das residências pode ser bem utilizada, mas que para isso a casa precisa de calhas para encaminhar a chuva. “A calha direciona a água até tubos de queda ligados diretamente a uma cisterna ou encanadas até elas, porém, antes de chegar a essas cisternas, há necessidade de filtros para que o material que possa vir junto com a água, como folhas de árvores, sujeiras e sementes não entrem na cisterna junto com a água”, alerta a arquiteta, em entrevista para o site Hagah.

Segundo Maria Regina, na cisterna, além do filtro antes da entrada,  precisa ter  dentro dela um motor, que vai impulsionar água até um reservatório superior. “Isso deve ser feito quando a cisterna estiver no térreo ou até uma torneira de jardim, por exemplo. E no reservatório superior, há a necessidade de uma bóia elétrica, o que vai avisar a cisterna de que o seu nível está baixo, acionando assim a bomba d’água, para que ela envie água até lá.  Esse reservatório superior pode ser muito útil se você for usar a água para vasos sanitários, mas se for só para lavagem e regar o jardim, a bomba é acionada somente quando você ligar a torneira e o disjuntor que ativa a bomba.  Em casos de estiagem, o sistema tem que prever a entrada de água neste reservatório para que ele funcione sem problemas”, explica ela.

Sistema de aproveitamento de água de chuva

Vale lembrar que os equipamentos e projetos de aproveitamento de água de chuva devem respeitar a NBR 15.527 / 2007 – Água de chuva: Aproveitamento de coberturas em áreas urbanas para fins não potáveis. O site da EcoCasa, de Limeira – SP, dá mais detalhes sobre os sistemas de captação.

 

 

Retorno garantido

De acordo com a Tabela 1 (abaixo), pode-se observar o consumo de água mensal em uma residência com cinco moradores, que é de aproximadamente 29.000 litros de água. Segundo as tarifas da Companhia de Saneamento Básico de São Paulo (Sabesp), a conta de água dessa residência será cerca de R$ 50,00. Observa-se na Tabela 2 os gastos mensais com a conta de água sem o sistema de tratamento de água de chuva e, em seguida, na Tabela 3 é possível notar a redução de custos após a implantação do sistema de captação da água de chuva para armazenamento de 10.000 litros de água – a economia é de quase R$ 30,00.  O custo de implantação do sistema de captação de água de chuva para armazenamento de 1.000 litros de água varia de R$ 1.800,00 a R$ 2.000,00, ou seja, com a redução dos gastos em R$ 30,00, o retorno do investimento será de até cinco anos. As informações sobre as vantagens econômicas do sistema constam no Estudo de vantagens da captação de água de chuva para uso doméstico, artigo de Helber Henrique de Oliveira Lorenzete, do curso de Tecnologia em Gestão Ambiental na Empresa, da Faculdade de Administração e Artes de Limeira (FAAL).

“Os primeiros relatos de aproveitamento de água de chuva foram identificados na antiguidade, em 830 a.C., numa região próxima de Israel. É um processo que já teve comprovada sua viabilidade, favorecendo as questões ambientais e econômicas de uma empresa, residência ou condomínio, com retorno dos investimentos a curto prazo”, afirma Carlos Alberto Trinca, da Solam, empresa que também oferece, entre outros serviços, soluções ambientais em captação de água de chuva.

Juan Piva
MTB – 67378/SP
Assessoria de imprensa Solam

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