No Piauí, o Museu da Natureza remonta a história do universo

O Parque Nacional da Serra da Capivara, no Piauí, tombado como Patrimônio da Humanidade desde 1991, ganhará em breve o Museu da Natureza. O complexo cultural vai reunir conteúdo histórico que remete da criação do universo até a existência do ser humano e seu impacto para a natureza.

Já construído, o Museu da Natureza deve abrir as portas dia 18 de dezembro. Lá, os visitantes poderão observar as atrações devidamente separadas por ordem cronológica, partindo da criação da matéria, a formação do Sistema Solar, as mudanças que ocorreram na terra desde os primórdios até os impactos e mudanças causadas pelo homem.

O espaço vai contar também com uma exposição de fósseis encontradas naquela região do Nordeste. Animais empalhados em tamanho real de épocas pré-históricas, como lhamas, ursos, preguiças gigantes e mastodontes estarão expostos. Além disso, no meio da visita será exibido um filme narrado por  Maria Bethânia, no qual a artista vai refletir sobre a presença do ser humano na Terra.

O Museu é uma iniciativa da Fundação Museu do Homem Americano (Fumdham) com apoio financeiro do BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento). O projeto do local e a ideia para melhorar a infraestrutura foram criados pela Fumdham em parceria com a AD Arquitetura (A. Dell’Agnese Arquitetos Associados). A curadoria do espaço fica por conta do produtor e diretor artístico Marcello Dantas.

O projeto arquitetônico desenvolvido pela AD Arquitetura apresenta formato de caracol e conta com sistemas de instalações elétricas, hidráulicas e ar-condicionado, tudo sustentável. Um tanque de retenção foi instalado nas imediações do Museu para que a água da chuva possa ser reutilizada.

O Parque Nacional da Serra da Capivara

Criado em 1979, o parque é um órgão de grande importância para a preservação de um dos mais importantes patrimônios arqueológicos do país. Lá estão reunidas pinturas rupestres feitas pelo homem datadas de mais de 50 mil anos atrás.

A viabilização do parque foi feita pela arqueóloga Niéde Guidon, que atualmente comanda a Fundação Museu do Homem Americano. A instituição é responsável pelo manejo do parque.

Apesar de estar situado na Caatinga, o Parque Nacional  dispõe de matas de transição de Cerrado logo ao limite norte, e é ali que vive uma população de macacos-prego, única da qual se tem notícia que, segundo estudos, utilizam pedras e madeira para obter alimentos há 700 anos.

Publicado em CicloVivo.

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