A partir de 2021, União Europeia proibirá plásticos descartáveis

Itens descartáveis de plástico, como canudos e copos de poliestireno, serão proibidos na União Europeia a partir de 2021, disseram autoridades do bloco, em 19 de dezembro de 2018, quando aprovaram medidas para cortar o uso de plásticos na tentativa de diminuir a poluição oceânica.

Negociadores do Parlamento Europeu e representantes dos 28 Estados membros da UE chegaram a uma lista de 10 produtos plásticos de uso único que já têm alternativas disponíveis a serem banidos.

Os itens incluem cotonetes, talheres, pratos, canudos, mexedores de bebida e embalagens de comida feitas de isopor.

Para outros itens de plástico, como embalagens de comida, copos e tampas, o foco será limitar o uso e, em alguns casos, estabelecer obrigações de limpeza para os fabricantes.

Todas as garrafas plásticas precisarão ter ao menos 30% de material reciclado até 2030.

Além disso, produtores de filtros de tabaco que contêm plástico precisarão cobrir os gastos da coleta pública de cigarros.

“Todos nós ouvimos o alerta do Fórum Econômico Mundial e de outros de que, medindo pelo peso, haverá mais plástico do que peixes nos oceanos do mundo até 2050 se continuarmos jogando plástico no mar no ritmo presente”, disse a ministra de Sustentabilidade da Áustria, Elisabeth Koestinger.

A Áustria, que ocupa a presidência rotativa da UE, conduziu as conversas em nome de todos os 28 membros.

O grupo ambientalista Greenpeace elogiou as medidas, que considerou um passo significativo para lidar com a poluição plástica, mas disse que a iniciativa deixou a desejar em algumas áreas.

Não se criou uma meta para toda a UE reduzir o consumo de embalagens de comida e copos, nenhuma obrigação para os países do bloco adotarem metas e a exigência de coleta separada de 90% de garrafas plásticas só entrará em vigor a partir de 2029, disse o Greenpeace.

A União Europeia só recicla cerca de um quarto das 25 milhões de toneladas de resíduos plásticos que produz todos os anos.

A decisão da China de parar de processar dejetos, somada ao alarme crescente a respeito dos danos aos oceanos, levou o continente a desistir de contar com países em desenvolvimento para lidar com seus resíduos.

Publicado em Exame.

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