Lâmpada que dura mais de 25 anos sofre boicote

A lâmpada LED feita a partir de uma lógica que nega a obsolescência programada (programação da vida útil do produto estimada pelo fabricante) foi criada pela empresa OEP Electrics e é capaz de durar mais de 25 anos, segundo seu fabricante. Contudo a lâmpada só pode ser comercializada na internet. O motivo? O responsável pela imagem da empresa que fabrica o produto, o empresário espanhol Benito Muros, alegou receber propostas milionárias de empresas do ramo para que retirasse a marca do mercado.

De acordo com Muros, até mesmo o ministro da indústria da Espanha não quis recebê-lo em um encontro em que ele pretendia explicar as intenções de seu projeto. Atualmente a lâmpada só pode ser encontrada na internet ao preço de 37 euros. O empresário denunciou ainda estar sofrendo ameaças de morte e acabou afastado da empresa. O diretor comercial da OEP Eletrics, Oscar Burgos, justificou ao portal espanhol Informativos.net que o desligamento do funcionário se seu devido a supostas afirmações equivocadas sobre investimentos de três milhões de euros pela transferência da fábrica para Barcelona e a instalação de unidades em Cuba.

A lâmpada é feita a partir de uma lógica que nega a obsolescência programada.
A lâmpada é feita a partir de uma lógica que nega a obsolescência programada.

Quando ainda estava a frente da marca, Muros, que também é um dos fundadores do movimento Sem Obsolescência Programada (SOP), afirmou que a longa duração da lâmpada LED da OEP Electrics tem a ver com a qualidade dos materiais utilizados durante a sua fabricação e que o objetivo da empresa é “forçar outras empresas a fabricarem produtos com vida útil também prolongada. O atual modelo econômico está levando a economia, as pessoas e muitos países à ruína. Produtos mais ecológicos e duradouros são necessários”, frisou.

Segundo Muros, a lâmpada possui as seguintes vantagens:

  • Poupança energética de até 92%;
  • Emissão de até 70% a menos de CO2;
  • Funciona cerca de 25 anos, mesmo se usada durante 24 horas por dia, todos os dias do ano;
  • Gasta 92% menos eletricidade que uma lâmpada incandescente e 85% em relação às halógenas;
  • Não contém tungstênio e nem mercúrio;
  • Não possui metais pesados que demoram para desintegrar;
  • São recicláveis e seguem todas as normas ambientais;
  • Se a lâmpada apresentar algum problema, é possível consertá-la.

    Um pouco da história

Benito Muros foi motivado a desenvolver esta lâmpada LED depois que soube da existência de uma similar em um parque do corpo de bombeiros de Livermore, na Califórnia – produto que consta no Guinness Book – por estar aceso há 111 anos.

Como o corpo de bombeiros não dispunha de documentos que explicassem a origem da lâmpada, Muros precisou de cerca de dez anos de pesquisa para que o produto fosse desenvolvido junto a outros engenheiros.

 Texto publicado em: EcoDesenvolvimento.

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